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Estar entre os mundos é realizar a tarefa mais importante que existe: se importar. Hoje, vivo em busca de equilíbrio entre família, trabalho, responsabilidades e o tempo de qualidade que, cada vez mais, percebemos ser o recurso mais valioso — aquele que escorre irremediavelmente das nossas ampulhetas.


Por muito tempo, ao consumir conteúdos que me faziam questionar — "Por que diabos estou aqui, nesta rede?"—, eu achava que esse espaço não era para mim. Pensava que não valia a pena dedicar meu tempo a pessoas que pareciam apenas buscar "lixo" na internet. Até que me dei conta: eu também produzo esse "lixo". Sou, de certa forma, um reflexo dele.


Mas isso significa que, por ter sido vítima de golpes, eu estaria propenso a aplicá-los também? **Não!** A comunidade resiste, e ela é verdadeira. Hoje, tive o imenso prazer de ser ouvido em uma live entre os OGs das criptomoedas no X. Durante horas, o espaço foi aberto para conexões, diálogos e trocas genuínas. Gente comum e pessoas interessadas em evoluir no universo Web3 se reuniram, e eu também pude contribuir. Pedi uma oportunidade e, após alguns minutos, o grandioso @MarTech abriu meu microfone. Ele é um exemplo de humildade e ação, alguém que usa suas ferramentas para fazer a diferença e ajudar todos a crescerem juntos.


Portanto, artistas independentes, entusiastas de criptomoedas, novos e velhos investidores: vamos em frente! Estamos em tempos de mudança, de sinceridade e de prosperidade. É hora de nos unirmos, evoluirmos e construirmos algo significativo, tanto no mundo digital quanto no real.

 
 
 

Era uma noite comum na cela; dos sete, três estavam junto à porta, outro preparava café... Conversava sobre a vida lá fora com Vini e Fatman, aguardando o Jornal Nacional, quando me dei conta:


Imagine acordar e perceber que a liberdade não é mais sua, que nunca foi verdadeiramente livre. As pessoas exercem sua liberdade num estalar de dedos, e tudo pode ser perdido. E se, por um dia, você fosse preso por algumas horas? Parece incomum, mas... Pesquisando, descobri que a população carcerária do Brasil em 2019 era de 773.151 pessoas. Para comparar, o Maracanã comporta 78.838 pessoas. São dez Maracanãs de presos no Brasil, amontoados em cadeias e favelas. Em 2018, eu era um deles. Passei três meses numa penitenciária modular no Rio Grande do Sul. Conheci o mais temido e o mais louco dos presídios, o Central. Enquanto meu pesadelo durou cerca de 20 horas, conheci pessoas que estão lá há 20 anos, ou seja, passam vinte e quatro horas por dia ali. Na manhã de 12 de abril de 2018, chamaram meu nome e o do meu irmão para sermos transferidos para a Pecan. Deixe-me explicar: isso aconteceu porque fui à casa do meu irmão, envolvido com certas coisas. Dependência, ou o que for. Ele assumiu a responsabilidade. Mas até a audiência, vivi a situação mais tensa da minha vida. Psicológica e emocionalmente, não há controle, só a fé de que o dia justo virá. O dia em que a verdade será revelada. E, curiosamente, não ser daquele meio permitiu-me viver aquele momento, aprender com tudo e ainda manter o respeito pelas pessoas, e elas por mim e pela minha arte. Apesar dos erros, sempre há dois lados da moeda e histórias para ouvir. Toda história tem seu valor. E a justiça acontece. Minha liberdade veio no dia 24 de julho, enquanto o Jornal Nacional estava no ar, e William Bonner anunciava uma notícia, abafada pelo estalar da porta da cela e pelo grito pelo meu nome.

 
 
 

Descobri o graffiti bem cedo e, com isso, estive em contato com desenhos, mangás e HQs. Sempre gostei de ler e me perder nas diferentes visões e interpretações de cada artista. Dediquei-me intensamente a aprimorar meus traços e a aprender novas técnicas. Afinal, tudo é um processo, não é? Requer tempo e muita prática. Quanto mais praticamos, mais rapidamente nos tornamos aquilo que desejamos e buscamos.


O essencial é nunca permitir que o sonho se apague e sempre dedicar-se ao máximo.

 
 
 
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Arte é código, música é energia, e cripto é liberdade.


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